RELACIONAMENTO INTERPESSOAL - 1ª Coríntios 12.12-27

Pr. Paulino Cordeiro | 06-01-2009

Na luta diária, muitos costumam viver o ditado popular "cada um por si e Deus por todos", buscando egoisticamente o prazer, sem importa-se com os outros.

Era este o contexto da vida em Corinto, eram hedonistas à busca dos prazeres da vida e seu lema era "comamos e bebamos porque amanhã morreremos".  É neste contexto que o Apóstolo Paulo aplica o ensino da vida comunitária e a base dos relacionamentos interpessoais.

O envolvimento pessoal no primeiro século do Cristianismo era muito sério (Atos 2.42-47) e o Apóstolo Paulo, na Carta aos Romanos, apresenta como ordenança e que seja com amor cordial, sem hipocrisia (Rm 12.9-11).

No texto lido o Apóstolo mostra aos irmãos que o envolvimento pessoal do cristão é temperado com três ingredientes essenciais a um verdadeiro relacionamento:

1.     Espontaneidade Cristã - v. 24-25

Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha, para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.         

A ordem é que haja espontaneidade para eliminar a desigualdade ou a injustiça comunitária e social.

A espontaneidade com Deus leva ao novo nascimento - Romanos 10.9-11.

A espontaneidade com cristãos é fonte para crescimento pessoal - Atos 2.42-47.

A espontaneidade com os não cristãos é a manifestação do amor de Deus - Marcos 16.15-16.

Só há verdadeira espontaneidade no coração de quem é de Jesus: Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade - 2ª Coríntios 3.17.

2.     Envolvimento emocional Cristão - v. 26

Eis a receita do verdadeiro relacionamento comunitário Cristão: De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam.

Quem se envolve com os outros corre riscos, expõe-se a vivenciar tristezas e alegrias. Os relacionamentos interpessoais concedem-nos a graça do crescimento, como seres passiveis de falhas e pecadores, rumo à vida eterna com Deus Pai

O verdadeiro envolvimento interpessoal leva-nos a sentir tanto as tristezas como as alegrias de uns para com os ouros. Estamos expostos a ferimentos em benefício do próximo.

A pecadora Maria de Betânia ousou expor-se: Estando Ele em Betânia, reclinado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o alabastro, derramou o bálsamo sobre a cabeça de Jesus - Marcos 14.3.

Quebrar o vaso representa a atitude de sair do anonimato, expor-se, lançar fora a capa das tradições, da auto-suficiência e da hipocrisia para envolver-se na comunhão santa. 

Derramar o nardo puro representa o verdadeiro relacionamento emocional guiado pelo poder do Espírito Santo; onde busca compreender as emoções dos outros e, também, expõe seus sentimentos e emoções.         

Ninguém pode fazer culto a Deus sem quebrar o "vazo de alabastro", que nada vale, e sem derramar o "nardo puro" que é precioso, mas agrada ao SENHOR.

Maria quebrou seu vaso, arriscou tudo, somente ela fez aquilo, mas ganhou a salvação e é lembrada até hoje.

Só mostrando que também somos pecadores salvos poderemos exalar o perfume de Cristo (2ª Coríntios 2.15).

3.     Responsabilidade Cristã - v. 27

Somos indivíduos numa comunidade, com funções vitais: Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo. Somos responsáveis uns pelos outros.

Para o cristão é uma alegria ter relacionamento com Deus, em obediência; relacionamento com os cristãos na comunhão santa e relacionamento com os não cristãos para pregar-lhes a Palavra da Salvação.

Neste princípio de relacionamento com responsabilidade temos a certeza de que não vivemos isolados, sempre alguém está orando por nós; observando as nossas necessidades e alegrando-se com a na nossa alegria.

Somos parte de um todo, somos membros do Corpo de Cristo, temos responsabilidades.

Alguém, bem perto de você, precisa de tua ajuda, é vital agir com responsabilidade. Há pessoas assim, na cidade, no local de trabalho e até nas  Igrejas locais. Elas precisam de nós, para sermos servos, precisamos delas.

Se o nosso envolvimento pessoal não for com responsabilidade, tragédias acontecem e bem perto de nós, com pessoas importantes para Deus e para nós.

Conclusão

O isolamento pessoal é um potente assassino.

O envolvimento com amor trás Vida João 3.16.

Envolvimento pessoal não é passa tempo, é essencial à sobrevivência humana, por isto estejamos vivendo Relacionamentos Interpessoais com Espontaneidade, Envolvimento Emocional e Responsabilidade Cristã, diante de Deus e cheios do amor de Deus.

Pr. Paulino Cordeiro - 04.01.2009 - noite