BENÇÃO É PARA QUEM CRÊ – Números 13.25 a 14.38

| 23-08-2008

A posse da promessa está intimamente ligada à capacidade de crer e obedecer. Só obedece quem crê.

O povo de Israel, embora possuíssem uma promessa e já estivessem libertos do jugo de escravidão no Egito, ainda continuavam com o coração de escravos.   

Seus corações estavam endurecidos pela incredulidade e falta de humildade, pois Deus os chama de "povo de dura cerviz" (Ex 32.9), não conseguiam ver a benção futura. Saíram apenas fisicamente porque os seus corações continuavam escravos no Egito.

01. Libertos, porém, incrédulos, com corações de escravos

Aquelas pessoas era o povo de Deus e o próprio Deus habitava no meio delas, mas não deixavam Deus entrar nos seus corações, achavam que Deus devia servi-las e não elas a Deus.

Números 13.25 a 14.4: Moisés mandou doze homens da sua elite para espiarem a terra e confirmarem a benção prometida por Deus. Voltaram com as provas de que a terra era de fato muito boa, porém, mais outra vez se manifesta a incredulidade, pois, dez dos doze espias não creram na promessa de Deus, ainda pensavam como escravos.

O escravo tem um entendimento medíocre, contenta-se com as migalhas, tem medo de enfrentar os obstáculos e os inimigos.

Apenas dez medrosos levaram milhares de pessoas a perecerem no deserto: Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela. Porém os homens que com ele tinham subido disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali gigantes, e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos... Todos os filhos de Israel murmuraram... E por que nos traz o SENHOR a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito? E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos para o Egito - Números - 13.10 a 14.4.

A história se repete, hoje, multidões rebelam-se à Palavra de Deus por que dão ouvidos a medrosos e a escravos da incredulidade e da rebeldia.

02. Os incrédulos morreram no deserto sem receber a benção

Disse o SENHOR a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?  Com pestilência o ferirei e o deserdarei; e farei de ti povo maior e mais forte do que este - números 14.11-12.

Conforme versículos seguintes, vemos que Moisés orou com ousadia, pelo livramento dos rebeldes, mas Deus não é parcial na Sua Justiça e respondeu: ... Segundo a tua palavra, eu lhe perdoei. Porém, tão certo como Eu vivo, e como toda a terra se encherá da Glória do SENHOR, nenhum dos homens que, tendo visto a minha Glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, todavia, me puseram à prova já dez vezes e não obedeceram à minha voz, nenhum deles verá a terra que, com juramento, prometi a seus pais, sim, nenhum daqueles que me desprezaram a verá - Números 14.20-23 (14.28-35).

03. Os incrédulos, que induziram outros à rebeldia, morreram de praga perante o SENHOR

Deus reserva ira e condenação contra os rebeldes e que conduzem outras pessoas à rebeldia.

Os homens que Moisés mandara a espiar a terra e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, infamando a terra, esses mesmos homens que infamaram a terra morreram de praga perante o SENHOR. Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos homens que foram espiar a terra, sobreviveram - Números 14.36-38.

04. Os Crentes e obedientes herdam a benção

Dos doze espias vemos que apenas dois haviam tomado posse da libertação, Josué e Calebe, pois não tiveram medo dos gigantes, estavam crentes de que Deus cumpriria o que prometeu.

E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dentre os que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa. Se o SENHOR se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. Tão-somente não sejais rebeldes contra o SENHOR e não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o Seu amparo; o SENHOR é conosco; não os temais - Números 14.6-9.

Conclusão

Só existem duas categorias de pessoas, as escravas do medo e as que enfrentam todos os obstáculos para herdarem a benção prometida por Deus.

Qual tem sido a minha motivação, a escravidão pelo medo de enfrentar os inimigos ou a libertação que conduz à vitória?

No deserto, o povo preferiu dar ouvidos a dez covardes medrosos do que a dois valentes fiéis.  

Temos obedecido ao que Jesus e seus apóstolos nos ensinam ou temos cedido aos covardes apelos do mundo?     

Pr. Paulino Cordeiro - 16.08.2008 - noite